Os hospitais filantrópicos Santa Helena, Hospital Geral e Santa Casa de Cuiabá decidiram paralisar os atendimentos para novos pacientes nas Unidades de Tratamento Intensivo – UTI’s, a partir da próxima segunda-feira, e a Santa Casa de Rondonópolis tambem deverá paralisar seus serviços gradativamente nos próximos dias devido a falta de repasses por meio da secretaria Municipal de Saúde e também por contrapartidas da secretaria estadual.

Segundo a Federação dos Hospitais Filantrópicos de Mato Grosso (Fehosmt), as instituições não receberão mais pacientes para as UTI’s. A Santa Casa de Misericórdia está sem receber pelos leitos de retaguarda desde março do ano passado, por isso irá paralisar todos os atendimentos que são realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A presidente da Federação dos Hospitais Filantrópicos de Mato Grosso – Fehosmt, Elizabeth Meurer alega que o problema nos repasses comprometem a continuidade dos atendimentos dos hospitais filantrópicos. “Estamos devendo a prestadores de serviços, funcionários e não temos mais condições de comprar os medicamentos de alto custo. Precisamos pagar as dívidas para termos condições de trabalhar, porque não temos mais de onde tirar dinheiro”, declarou, através da assessoria. Meurer relata que os filantrópicos são responsáveis por 85% dos atendimentos aos usuários do SUS no Estado de Mato Grosso e a maior preocupação é o atendimento à população com qualidade e eficiência.

Ela lembra o acordo com a bancada federal e o Governo de Mato Grosso onde seria destinado recursos das emendas parlamentares no valor de R$ 33 milhões para os Hospitais Filantrópicos. “E infelizmente esse valor acordado ainda não foi repassado apesar do empenho da bancada federal”.

Em Sinop, conforme já informou, o conselho diretor da Fundação de Saúde Comunitária de Sinop, informou que os atendimentos e serviços de obstetrícia e referência de pacientes nefrológicos, serviços de oncologia, UTI adulto e neonatal do Hospital Santo Antônio relacionados à pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) serão mantido somente até domingo. Segundo a fundação a suspensão dos atendimentos é baseada no atraso de repasses para a instituição. O montante da dívida com internações regulares chega a R$ 9,4 milhões. O último repasse teria sido feito em julho, sendo assim, cinco meses e meio de atraso, já que o repasse de julho não foi feito em sua integralidade.

O governo do Estado ainda não se pronunciou.