Equipes que foram demitidas do Hospital Regional de Sorriso (HRS) participam de uma manifestação, realizada, nesta manhã, em frente à sede da Justiça do Trabalho, para exigir o cumprimento de direitos trabalhistas. Parte dos atuais funcionários também marca presença e ameaça greve em virtude de salários atrasados.

A enfermeira Amanda Petkowicz, que trabalhou por quase 4 anos no HRS, informou ao Cidade Alerta e ao Portal Sorriso, que ela e os demais funcionários demitidos querem a liberação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), o recebimento da remuneração correspondente aos 15 dias trabalhados no mês de novembro (quando tiveram os contratos rescindidos) e o pagamento do 13° salário de 2017.

Amanda e os demais trabalhadores dispensados em novembro foram contratados pelo Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH), Organização Social de Saúde (OSS) que administrava o Hospital Regional de Sorriso. Agora, a unidade é gerida pelo Governo do Estado.

Por conta da mudança de administração, até o momento, segundo os profissionais demitidos, eles não tiveram a rescisão oficializada. “Fomos dispensados ‘por boca’ no dia de 15 de novembro. Nos disseram que quem não estivesse na lista de nova recontratação não mais prestaria serviço para o hospital e disseram que nós teríamos que correr atrás dos nossos direitos. E é o que estamos fazendo. Aqui também participam [da manifestação] técnicos de enfermagem, o pessoal que trabalha na administração, na farmácia, na cozinha e outros setores. Tem gente já vendendo a cama, o ar-condicionado para pagar aluguel e comprar comida porque a última vez que recebemos dinheiro vivo foi no final de outubro. Vamos passar o Natal como? Eu tenho um filho de 1 anos e o que fazemos?”, questionou.

Amanda Petkowicz explica que o protesto ocorre em frente à Justiça do Trabalho a fim de pressionar a liberação do FGTS. “O dinheiro já está em conta. Queremos, também, a homologação da entrada do nosso seguro-desemprego. Estamos esperando resposta. O problema é que no dia 20 a Justiça entra em recesso e só retorna no dia 20 de janeiro. Mas já tem gente que está passando fome. A gente não tem dinheiro e não temos de onde tirar. Só estamos na promessa”.

A enfermeira afirmou que há muitos profissionais descontentes com o trabalho no Hospital Regional de Sorriso, mas que não participam da manifestação com receio de ser demitido. “Sempre quando trabalhei lá o quadro de funcionários esteve reduzido e sempre atendemos com a capacidade máxima”.

A diretora do HRS, Luciele Benin, informou que não compete ao Estado concluir o processo de rescisão dos funcionários demitidos. “Só quem pode demitir é quem fez a contratação, ou seja, o IDSH. O estado não tem parte nessa rescisão até o momento”, informou.