Um grupo de enfermeiros, técnicos de enfermagem, zeladoras e cozinheiras que trabalharam no Hospital Regional de Sinop, fizeram um manifesto no final da tarde desta sexta-feira (15). Eles trancaram a BR 163 nas proximidades do bairro Alto da Glória. Vários funcionários foram dispensados no último dia 1º do e até agora, não receberam os salários atrasados, 13º, cestas básicas, férias e direitos trabalhistas.

A Polícia Rodoviária Federal de Sorriso esteve no local e conseguiu intermediar a liberação da pista, porém uma nova interdição pode acontecer sem data marcada. Uma equipe da Rota do Oeste esteve no local para orientar os motoristas.

Houve um principio de confusão entre passageiros de um carro e o grupo de mulheres que faziam o manifesto. Após alguns minutos a rodovia federal foi liberada e o incêndio nos pneus foi controlado pelo Corpo de Bombeiros.

A maioria dos motoristas tentaram furar o bloqueio usando um desvio. Uma carreta carregada com grãos ficou atolada causando um congestionamento maior. Outros condutores permaneceram em cima da rodovia até que a pista fosse desbloqueada.

De acordo com uma manifestante que preferiu não se identificar, caso a Justiça não der parecer aos funcionários que reivindicam o direito de receber a rodovia poderá ser trancado.

Na quarta-feira (13), o juiz Mirko Vincenzo Giannotti, da 6ª Vara Civil de Sinop, bloqueou R$ 13 milhões da conta única do Estado. O bloqueio foi a pedido da Fundação Comunitária de Saúde. Segundo a administração, a instituição o estado está devendo cerca de R$ 20 milhões para a Fundação.

De acordo com a Diretoria, um grande blefe da Secretaria de Estado de Saúde para tentar imputar à Fundação a responsabilidade do caos que encontra a saúde de Sinop. “Nós temos ofício (OFÍCIO N. 041/2016/GBSASS/SES-MT) assinado pelo secretário de Estado de Saúde, em novembro de 2016, nos ditando que os atendimentos de urgência e emergência deveriam ser mantidos apenas para pacientes encaminhados da UPA, do Corpo de Bombeiros e da Rota do Oeste. A população de Sinop se lembra bem desta atitude da Secretaria de Estado, a qual obrigou a Prefeitura a se movimentar para assumir essa demanda na UPA, fechando a porta do Hospital Regional de Sinop para demanda espontânea da população de Sinop e Região”, relara a fundação.

A Fundação de Saúde Comunitário de Sinop mantém a batalha para conseguir receber do Governo do Estado, os repasses referentes ao Contrato de Gestão 006/2012 e, assim, garantir a quitação dos débitos junto aos fornecedores, prestadores de serviços e, principalmente, aos quase 500 colaboradores que contribuíram para uma saúde pública de qualidade no município de Sinop e região.