Os professores da Universidade Federal de Mato Grosso decidiram, hoje, em assembleia, aderir à mobilização nacional para a greve geral nesta sexta-feira, convocada pelas centrais sindicais em protesto contra a reforma trabalhista, e demonstrar a insatisfação da população com as políticas de retirada de outros direitos. A categoria avaliou que não faltam motivos para a paralisação: cortes sistemáticos de recursos que comprometem as atividades da universidade; 20 anos de congelamento dos recursos públicos; (contra) reforma trabalhista, que fragiliza a garantia de direitos conquistados a partir de anos de luta, como reajuste salarial anual, horário de almoço, férias, carga horária definida, contrato formal com carteira assinada, dentre outros

“De modo geral, a avaliação dentro da universidade é de que a situação está insustentável e que a tendência é piorar. Há uma grande insatisfação com o cenário, mas ao mesmo tempo uma indisposição para construir a resistência, um sentimento de terceirização da luta. As pessoas respeitam as decisões tomadas pelas entidades que as representam e até param, mas não comparecem às atividades programadas. Enquanto nós estamos nesse processo letárgico, o Governo avança rapidamente na retirada de direitos”, avaliou, através da assessoria, a professora Alair Silveira, diretora da Adufmat-Ssind.