Seis homens viraram réus na Justiça sob a acusação de terem matado o dentista Josilei da Silva Gaspar, de 37 anos, durante o roubo de uma caminhonete em Juara, no dia 24 de setembro. A decisão é do juiz Pedro Flory Diniz Nogueira, da Terceira Vara de Juara, que aceitou no dia 18 de outubro a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE).

Segundo o processo, respondem criminalmente pelo caso os seguintes réus: Raul Cezar de Oliveira Conradi, de 22 anos, Fábio Almeida dos Santos, de 25 anos, Renato Nascimento de Oliveira, de 22 anos, Cleber Ferreira Nogueira, de 25 anos, Elias Thiego Barbosa, de 26 anos e Romário de Souza Silva, de 23 anos.

Dos seis réus, Elias e Romário estão foragidos. Conforme o processo, Cleber, Fábio, Raul e Renato estão na Cadeia Pública de Porto dos Gaúchos, a 644 km de Cuiabá. Eles estão em celas separadas porque Raul foi quem revelou detalhes do crime e acabou agredido por Cleber.

Eles ficaram presos na Cadeia Pública de Juara, por certo tempo, e acabaram transferidos para Porto dos Gaúchos depois das agressões. O juiz determinou que Cleber seja transferido novamente para Juara.

Latrocínio

Conforme a investigação, seis pessoas participaram do latrocínio do dentista, motivado pelo roubo da caminhonete Hilux da vítima, que seria trocada por drogas na fronteira. No dia 25 de setembro foram presos Fábio Almeida dos Santos, de 24 anos, e Raul Cézar de Oliveira Conradi, de 22 anos.

O executor dos disparos, Cleber Ferreira Nogueira, foi preso no dia 29 de setembro em Porto dos Gaúchos. Outro envolvido, Renato Nascimento de Oliveira, de 20 anos, também foi preso no mesmo dia.

Raul e Fábio foram presos pela Polícia Militar, em Cáceres, a 220 km de Cuiabá, quando tentavam levar a caminhonete da vítima para a Bolívia. Com Raul foram encontrados uma aliança e os óculos de sol, que eram de Gaspar.

Segundo a investigação, Romário de Souza Silva emprestou uma das duas armas de fogo usadas no crime e Elias Thiego Barbosa, também foragido, foi autor intelectual do crime. Elias foi quem passou as informações da casa da vítima e para quem deveriam entregar a caminhonete.

Os criminosos planejaram o roubo da caminhonete há 30 dias e tentaram por duas vezes executar o crime. Na primeira, foram até o endereço da vítima, mas desistiram ao perceberem que existiam câmeras, além de estarem com os rostos descobertos.

No dia do crime, Raul, Fábio e Cleber retornaram com capacetes e camisetas nos rostos e abordaram o dentista em casa.