A briga é longa em busca do título que de garantias para o assentado, semana passada (terça-feira 03) o Sindicato, a Prefeitura e a Câmara dos Vereadores estiveram em Brasília, onde se reuniram com o INCRA.

Ari de Oliveira presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Itanhangá diz: ‘O resultado foi mais ou menos aquilo que nós esperávamos, pois esperávamos ter uma conversa franca, uma conversa de frente a frente e foi o que aconteceu, estava presente nessa reunião: o representante do INCRA, o Sindicato, a Prefeitura e a Câmara de Vereadores, nós tivemos uma conversa franca com ele, eu fui um cara bem taxativo e cobrei resultados e prazo, e ele me garantiu para todos que estava presente que no mês de Novembro uma equipe está vindo para o Itanhangá com os documentos e eu questionei: ‘Então vai vim os títulos?’ não, vai vim a CCU que é a Concessão de Uso da Terra, aí eu me questiono sobre isso, ‘ Pra que serve a CCU?’, é a liberação para nós irmos no banco, não sei se nós vamos conseguir, mas eu acredito que pelo menos alguma coisa vai ser feita, ele colocou 15 servidores do INCRA que estão analisando os processos, e esses processos vão passar por uma espécie de auditoria. Quando eles vierem para a cidade, vão trazer cerca de 200 ou 300 se eles tiverem, por que dá outra vez tinha 147 já estava pronto, então isso quer dizer que já fizeram alguma coisa, nós tivemos uma audiência dia 16 de maio desse ano, e em dois messes ele disse que teria o resultado e já faz 5 messes, então daqui a pouco nós ficaremos com um pé atrás, mas senti que o Dr. Everton do INCRA tem conhecimento e acredito que se ele usar o conhecimento e a boa vontade que ele tem, ele pode pelo menos trazer um pouco de tranquilidade, pois é isso que os nossos agricultores querem, começar a desenvolver esses processos para liberar os documentos para nós, pois se nós ficarmos nessa de ir a Brasília só para ir tirar umas fotos e voltar não vale a pena, nós temos que ir em Brasília e trazer resultados, se ele cumprir com aquilo que ele falou, acredito que esse ano um bom número de assentados podem ficar tranquilos e os outros que tiverem problema vão receber uma intimação para se defender. Ele falou muito bem claro que a nova Lei para quem está a dois anos encima da terra tem direitos, mas só haverá algum impedimento se o agricultor não estiver em dia, ao contrários o agricultor tem o direto por Lei, então a emenda 759 que viro Lei, já está contemplando essas pessoas, então quer dizer que pelo menos nós temos um pouco de tranquilidade para nós’.

Questionado se realmente existe o comprometimento do INCRA de que realmente agora eles vão começar a dar um andamento a Regularização Fundiária do Itanhangá, o presidente disse: “100% não, por que isso não depende de uma pessoa, pois sabemos que depende de toda a equipe, que estão empenhados em resolver não só os problemas de Itanhangá, mas de todos os assentamentos e o Dr. Everton representa a pasta e acredito que todos pensam igual a ele, logo nós vamos ter um Itanhangá em paz, pois os documentos vão vim gradativamente e o Sindicato vai brigar por isso e vai sempre cobrar isso”.

 Ari de Oliveira falou da importância de um Sindicato forte, mais representativo, em busca de um objetivo comum. “Com certeza, hoje não basta ter só um Sindicato forte, mas ser sócio do Sindicato é um privilégio, eu digo para todos os agricultores, se olharem os benefícios que nós temos hoje, que está sendo oferecido para os agricultores, pois que eu também sou um deles, além dos projetos que estão em andamento nós temos também um monte de convênios e tem alguém que defende as pessoas de verdade, eu só abracei esse causa se for para fazer justiça, pois não vou fazer com meias palavras com ninguém, não vou dar jeito em nada, vou fazer o que é certo, e se o que é certo serve para você, serve para o cidadão e para mim também, então temos que ser transparente e honesto, pois se não tiver isso nós não vamos mudar e vamos continuar sem os nossos direitos”. Finalizou.