Chegou ao início mais uma etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa em Mato Grosso. A solenidade de abertura aconteceu nesta segunda (30.10), na sede do Grupo Bom Futuro, em Cuiabá, promovida pelo Instituto de Defesa Agropecuária (Indea/MT) que contou com a presença de representantes do setor produtivo, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e imprensa local.

A partir deste ano, as etapas de vacinação contra febre aftosa passaram a ser executadas de forma inversa em Mato Grosso. Na primeira, que compreendeu o período de 1º a 31 de maio, foi obrigatória a imunização de todos os bovinos e bubalinos, de mamando a caducando, com exceção dos animais do baixo pantanal mato-grossense.

Oficialmente a segunda etapa da campanha inicia no dia 01 de novembro e segue até o dia 30 voltada exclusivamente para bovinos e bubalinos de 0 a 24 meses e, na região do baixo pantanal serão imunizados animais de todas as idades, o que deve atingir, aproximadamente, 600 a 700 mil cabeças e a vacinação segue até o dia 15 de dezembro. A expectativa para esta fase é que sejam imunizados cerca de 14 milhões de cabeças em 105 mil propriedades em todo o Estado.

Ainda sobre a questão do baixo pantanal, o presidente do Indea/MT, Guilherme Nolasco, avisa que, devido a região ter ficado de fora na última campanha de atualização de estoque realizada em maio, todos os produtores localizados no baixo pantanal podem fazer a atualização de estoque livre de qualquer penalidade.

Para os que não vacinarem até a data final, a partir de 11 de dezembro, o Indea fará o levantamento geral e começará a autuações. Por cada cabeça de gado não imunizada custará 1 UPF (Unidade Padrão de Fiscal) de multa, algo em torno de R$130. O produtor que atrasar a comunicação junto ao Indea, fica impossibilitado de emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA) por um período mínimo de 30 dias.

“O histórico positivo que Mato Grosso vem registrando com duas décadas desde o último foco da doença, revela a importância do trabalho do Indea e demais setores que vem se empenhando para manter o gado saudável. Outro exemplo, é o cuidado redobrado do serviço veterinário com a região de fronteira com a Bolívia que exige uma atuação diferenciada, por ser considerada uma área sensível. A nossa estimativa é alcançar cerca de 960 propriedades ao longo de todo o trecho fronteiriço”, detalhou Nolasco.

Quem também falou sobre a questão da vacinação na fronteira foi o superintendente do Mapa em Mato Grosso, José de Assis Guaresqui. “Temos uma parceria com o Indea na execução desse trabalho, com equipes volantes, fazendo a vacinação e, também, atuando nos países vizinhos, inclusive, com a doação de vacinas como uma forma de impedir que o trânsito de animais por algum desvio não-oficial ocorra. Além da nossa parte, também acompanhamos a vacinação nos nossos vizinhos e, é assim que garantimos que todo o Estado esteja livre a febre aftosa reconhecida pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE)”, afirmou o gestor.

Pré-campanha

Os técnicos do Indea/MT responsáveis pelo programa de vacinação estiveram reunidos na sexta (27.10), em Cáceres, com 20 equipes compostas por 20 médicos veterinários e 23 agentes fiscais da autarquia para alinhar as ações.

Ao todo, as equipes visitarão 964 propriedades rurais, nos municípios de Cáceres, Porto Espiridião, Pontes e Lacerda e Vila Bela da Santíssima Trindade. As propriedades escolhidas receberão a visita inicial das equipes, para o agendamento da data de vacinação do rebanho, que terão o acompanhamento dos servidores do órgão.

Parceiro do Indea na campanha, o Fundo Emergencial de Sanidade Animal de Mato Grosso (Fesa/MT) disponibilizou 22 veículos para reforçar a realização das atividades em toda a faixa de fronteira internacional.

Conforme a diretora técnica do Indea, Daniella Bueno, cada etapa da vacinação é importante para garantir a sanidade do rebanho. “Apesar de estarmos caminhando para a retirada da vacinação, não podemos deixar de manter os índices acima de 99%. A atuação das equipes garante o sucesso do planejamento e é uma oportunidade de atualizar o cadastro de propriedades e realizar a vigilância ativa, que são ferramentas fundamentais para a defesa sanitária animal”, explica.

Os servidores também farão distribuições de folhetos explicativos sobre a atividade de vigilância veterinária, com o acompanhamento de embarque e desembarque de animais na área de fronteira, iniciado em agosto deste ano.