Após reunião com representantes do governo de Mato Grosso na tarde desta quarta-feira (25), os agentes penitenciários suspenderam a paralisação iniciada no dia 21 deste mês e que já tinha sido declarada ilegal pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) sob pena de multa diária de R$ 50 mil caso não fosse encerrada.

O presidente do Sindicado dos Servidores Penitenciários do Estado de Mato Grosso (Sindspen), João Batista Pereira de Souza, convocou os trabalhadores para uma assembleia geral extraordinária na tarde de hoje (25) a ser realizada na frente do Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC).

Na pauta, pretendem tratar sobre a PEC do Teto de gastos enviada pelo governo à Assembleia Legislativa e já aprovada em 1ª votação, apresentação da resposta dos servidores do sistema penitenciário por parte do governo e por fim avaliar e deliberar sobre o movimento de protesto.

Conforme o sindicalista, o governo se comprometeu estudar a possibilidade de apresentar uma proposta para a categoria e agendou um novo encontro para a próxima segunda-feira (30) quando voltam a debater sobre o tema.

Os servidores do sistema penitenciário mato-grossense cruzaram os braços para cobrar reajuste salarial e deram início no último sábado, em todas as unidades penitenciários do Estado, a Operação Padrão, que visava prestar apenas os serviços básicos como segurança, alimentação e assistência médica.

Na ocasião, o presidente do Sindspen disse que a categoria está em situação crítica e encontra-se dentre as 34 carreiras de servidores do Estado como a 2ª no quesito pior remuneração e periculosidade, apesar dos risco no trabalho enfrentados diariamente.

“A reivindicação da classe é exclusivamente, melhoria da tabela salarial levando em conta os cargos, a formação e o tempo de serviço. Estamos lutando, lutando, esses anos todos, esperando e o governo não nos atende, não tendo nada mais a fazer senão reivindicar da única forma possível, exercendo o direito a paralisação. A decisão do servidor foi soberana e a operação padrão foi deliberada, visto que o governo não se mostra aberto às negociações da campanha salarial”, comentou.

Durante os dias de paralisação dos servidores as visitas aos presidiários suspensas em todas as unidades prisionais de Mato Grosso. Com isso, houve protesto por parte de familiares de presos em diferentes locais como nos municípios de Cáceres e Rondonópolis com bloqueio de rodovias e pneus queimados na pista.

A categoria afirma que está há 4 anos sem receber aumento salarial e que o último foi em 2013, de 7,5%. Ao todo, para cuidar do sistema prisional, Mato Grosso tem 2.4 mil agentes penitenciários, boa parte com curso superior, 200 advogados e outros profissionais de nível superior, além de 220 da área administrativa.