A engenheira ambiental e coordenadora do projeto de implantação de um aterro sanitário particular em Sinop, Renata Grasel, confirmou, que os documentos de licenciamento para construção do empreendimento já foram encaminhados e estão em análise pelo Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) e secretaria estadual de Meio Ambiente (Sema). A previsão da empresa é que as licenças sejam liberadas até o final do ano. “Nós estamos dependendo apenas dessa análise técnica da Sema e Consema para dar continuidade no projeto. Acreditamos que até o final do ano conseguiremos concluir essa primeira etapa do licenciamento ambiental. No máximo, até o início do próximo ano, começaremos o detalhamento do projeto civil”.

A coordenadora do projeto explicou ainda que o aterro terá capacidade de receber mais de 200 toneladas de lixo por dia e será construído em uma área de 100 hectares, nas proximidades da MT-140 (rodovia que dá acesso Sinop-Santa Carmem), a cerca de 22 quilômetros do centro da cidade. “Apresentamos os estudos que foram feitos na área que será construído o aterro com os impactos ambientais. A previsão de investimento global ficará em torno de R$ 47 milhões, em 30 anos de operação. Esse valor é aplicado com o passar dos anos. Vamos agregar um número muito grande de pessoas empregadas neste processo”.

O aterro deverá atender, além de Sinop, os municípios de Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Tapurah, Sorriso, Vera, Claudia, Nova Ubiratã e Porto Dos Gaúchos. “O empreendimento terá capacidades de atender incialmente essas cidades podendo ampliar futuramente. O impacto é o mesmo independente da quantidade de resíduos recebidos. Um dos motivos de implantar o aterro em Sinop é referente aos custos que a empresa tem para transportar o lixo até Primaverinha, que é distrito de Sorriso. A ideia é justamente atender os municípios do entorno e reduzir os custos”, acrescentou.

A secretária municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Luciane Bertinatto, considerou que o empreendimento é um avanço ambiental importante para o munícipio. “Não terá impactos negativos se a empresa seguir corretamente todos os detalhes dos projetos ambientais. É uma obra que segue rigorosamente todos os licenciamentos. O solo é impermeabilizado, existe drenagem do chorume, sistema de drenagem de gases e ocorre tratamento do chorume (líquido poluente).  Acreditamos se for implantado seguindo os ritos do projeto ambiental, não teremos nenhum impacto negativo. Cumprindo todas as prerrogativas, é um investimento muito importante pelo setor privado no munícipio”, avaliou.