Os agricultores de Mato Grosso estão autorizados a plantar soja a partir deste sábado (16). O período de vazio sanitário termina sexta e compreende 90 dias em que é proibida a existência de plantas vivas de soja nas lavouras do estado. A colheita da safra se estende até abril do próximo ano.

O presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Endrigo Dalcin, acredita que os agricultores ainda não começarão o plantio massivamente. “O tempo ainda está seco na maioria das regiões do estado. É preciso aguardar a regularização das chuvas para então iniciar o plantio”, afirma.

De acordo com Naildo Lopes, produtor rural, agrônomo e conselheiro fiscal da Aprosoja, o vazio sanitário surgiu para evitar a chamada “ponte verde”, que contribuía para a permanência de pragas e doenças nas lavouras, especialmente a Ferrugem Asiática.

“A eficiência dos fungicidas, atualmente, está reduzida e a não presença de plantas vivas faz com que possamos ter chance de melhor produtividade com o menor uso de defensivos químicos”, explica Lopes.

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) estima que a produção da safra 2017/18 em Mato Grosso será de 30,5 milhões de toneladas, em uma área de 9,4 milhões de hectares.

A vice-presidente Norte e coordenadora da comissão de Defesa Agrícola, Roseli Giachini, lembra que o produtor deve ficar atento ao Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) para tomada de decisão sobre datas e cultivares a serem plantadas, devido a exigências para seguro agrícola.

Segundo Lopes, os agricultores devem se atentar, também, à qualidade das sementes que estão chegando às propriedades rurais.

“O produtor tem 15 dias para reclamar a qualidade da semente, então precisa fazer o teste em canteiro ou em laboratório, com resultado em sete dias, para verificar germinação e vigor, principalmente. Além disso, precisa olhar o boletim de análise e a nota fiscal, conferindo o número do lote, pois é a garantia da semente que se está comprando. Uma boa semente é sinal de boa produtividade”, afirma.