O governador Pedro Taques (PSDB) reagiu, nesta quarta-feira (16), ao anúncio feito pelos hospitais filantrópicos quanto à possibilidade de fechamento das unidades em Mato Grosso ainda esta semana, em razão de dificuldades financeiras.

A Federação das Santas Casas, Hospitais e Entidades Filantrópicas (Fehos-MT) alega que dificuldades ocorrem em razão da defasagem da tabela SUS, utilizada para o pagamento das instituições, e dos constantes atrasos nos repasses dos valores de custeio e incentivo.

O grupo apontou que a saúde é um dever dos governos federal, estadual e municipal e explicou que, desde 2015, detalha as dificuldades financeiras aos gestores.

“Os hospitais filantrópicos estão ameaçando fechar as portas. Com ameaça nós não trabalhamos. O que eu não aceito é pressão. Não trabalho sob pressão”, disse Taques, durante lançamento da Delegacia da Mulher, Criança e Idoso, em Várzea Grande.

Na oportunidade, o governador voltou a afirmar que o Executivo não tem a obrigação de realizar repasses aos filantrópicos.

Ele mencionou que chegou a fazer um acordo com essas unidades para socorrê-las temporariamente e que tal acordo foi devidamente cumprido.

“Temos cinco filantrópicos no Estado. Não cabe ao Governo do Estado bancar hospital filantrópico, não está na lei. Agora, apesar disso, fizemos um acordo com eles. Durante três meses, desembolsamos R$ 3,5 milhões por mês para os filantrópicos”, disse.

“Mas vejam: nós ajudamos os filantrópicos e faltou dinheiro para os regionais. Ainda assim, já estamos em dia, em 2017, com os repasses para os regionais. Estamos saldando nossos compromissos. Agora, não podemos, neste momento, ajudar os hospitais filantrópicos da maneira que eles desejam.”, afirmou Taques.

Números às claras

Ainda durante o evento, o governador cobrou transparência quanto aos gastos das unidades.

“Os filantrópicos são importantes, são pessoas sérias. O que queremos é que abram a planilha para saber quanto se está gastando ali”, afirmou Taques.

Questionado se acredita na ocorrência de irregularidades na gestão das unidades, ele desconversou: “Não posso prejulgar sem conhecer a planilha, por isso que quero conhecer os números”.

“Vamos chamá-los novamente para uma conversa, junto com o presidente da Assembleia, Eduardo Botelho. O Estado de Mato Grosso não ficará fora desse debate”, concluiu o governador.