A farmacêutica, Fernanda Dotto que é concursada da prefeitura municipal de Lucas do Rio Verde e que estava cedida para a Fundação Luverdense de Saúde, através de uma portaria para o cargo de gestora hospitalar do Hospital São Lucas, foi acionada pela administração pública para assumir o cargo no serviço público, conforme confirmou o diretor executivo da fundação Irmão Nelso Bordignon.

“A Fernanda era cedida para nós através de uma portaria, quando na sexta-feira (25) a prefeitura encaminhou um documento revogando essa portaria e solicitando que ela assumisse o cargo pelo qual é concursada o mais breve possível. Fomos pegos de surpresa, até porque na portaria, deveríamos ter o prazo de 30 dias até ela sair e assim definirmos um novo nome” disse o diretor.

Questionado de como está o gerenciamento do hospital, Bordignon explicou que cada setor possui um coordenador/chefe e que solicitou que todos colaborem para o bom funcionamento da unidade de saúde e que o mais breve possível um novo nome será divulgado.

“Hoje cedo nos reunimos, nós da fundação estamos de certo modo realizando a função da Fernanda. Essa semana voltaremos a nos reunirmos para definir o mais rápido possível uma nova pessoa para o cargo e tudo voltar a normalidade“.

Em contato com o secretário de saúde, Jean Machado, o desligamento dela no hospital e a volta as suas atividades no serviço público. Porém até a publicação desse material ele não retornou as ligações e mensagens explicando os motivos que levaram a Prefeitura Municipal aciona-la com certa urgência.

POLÊMICA
Desde o início do ano, após a mudança da administração pública o nome de Fernanda Dotto circula nos corredores para ser substituída, desde então a farmacêutica que está no cargo desde 2015, é mantida pela Fundação Luverdense de Saúde entidade que administra o hospital.

Em março, a gravação de um áudio do presidente da Associação Médica Luverdense (Ameluv), Evandro Martins, veiculada em grupos do Whatsapp, apontava a existência de um suposto acordo, o qual os médicos da associação cederiam 1.500 consultas gratuitas em troca da demissão da gestora, o que não foi comprovado, porém causou muita polêmica nos bastidores.