Após uma série de reajustes anunciados recentemente pela Petrobrás, as distribuidoras de gás determinaram aumento de 20% no preço do produto, que poderá chegar a R$ 108 em Mato Grosso a partir de setembro. Atualmente o valor médio cobrado pelo produto na Capital é de R$ 81,12, com variação mínima de R$75,00 e máxima de R$90,00, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Bicombustível (ANP).

O estudo, disponibilizado semanalmente pelo órgão, considera 42 pontos de distribuição em Cuiabá, avaliados entre os dias 20 e 26 de agosto. Assim as revendas e o consumidor da região deverão sentir um impacto de até R$ 18,00, nos valores. A pesquisa se estende ainda aos municípios de Cáceres, onde foram registrados os menores preços (de R$ 65 a R$81), Sinop (de R$ 78 a R$90) e Várzea Grande (de R$75 a R$ 80).

De acordo com a Associação Brasileira dos Revendedores de GLP (ASMIRG-BR) o acréscimo feito pela Petrobras corresponde a 15% do total divulgado e ocorre periodicamente, estando ligado a cotações internacionais. A isso, soma-se o reajuste feito pelas próprias companhias, referente a futuros acordos coletivos que irão entrar em negociação. Em nota, o órgão explicou a situação e orientou os revendedores a manterem seus estoques cheios durante o período.

A associação explica que o aumento chega no mesmo percentual no preço de vendas das Distribuidoras. Assim, a mudança equivalente a R$ 2,25 (15% de R$ 15,03 – Tabela 02). Mas seguindo as mesmas formas adotadas nos últimos aumentos pelas Companhias Distribuidoras, o aumento real que as revendas terão é de R$ 6,25 (15% de R$ 41,65 tabela 02).

“Considerando as médias dos anos anteriores, nesta mesma época, o aumento devido a futuros acordos coletivos, antecipados, chegam de 10% do preço de compra da revenda. Sendo otimista, calculando este aumento no valor antes do aumento da Petrobras, teremos um segundo aumento de R$ 4,16 (10% de R$ 41,65)”, diz trecho da publicação da ASMIRG-BR.