Em ação conjunta entre Polícia Judiciária Civil com apoio de militares um suspeito de homicídio foi detido no sábado (10), no município de Nova Maringá (400 km de Cuiabá).

 A prisão ocorreu por meio da troca de informações entre a Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), de Cuiabá, com a Delegacia de Polícia de São José do Rio Claro.

 Havia dois mandados de prisão em aberto, expedidos pela 1ª Vara Criminal rio-clarense.

 De acordo com a delegada de polícia da DHPP, Ana Cristina Feldner, o suspeito Jocenil Lourenço da Silva Delmão “Batata” (39) permaneceu foragido por quase cinco anos, procurado pelo assassinato de Mariosan Francisco de Jesus, ocorrido no dia 29 de setembro de 2012, em Várzea Grande.

 A vítima devia uma grande quantia de drogas para Jocenil que, na companhia do comparsa Nilson de Carvalho Silva “Nilsinho”, matou Mariosan com golpe de faca na região do pescoço.

 “Foi morto de uma forma brutal, com o corte na garganta e jogado no fundo de um poço. Pelo odor, pelo mal cheiro, já em estado de putrefação, a vizinhança acabou localizando o corpo e acionou a Polícia”, disse a delegada.

 Após o crime, Jocenil fugiu para o município de São José do Rio Claro e lá passou a usar o nome do irmão, Gilmar Lucrécio Delmão, para praticar novos delitos. Gilmar que não possui nenhuma passagem policial; contudo, registrou boletim de ocorrências pelo uso indevido de seus documentos, posto que a falsidade ideológica lhe causasse diversos problemas. Nilsinho foi morto por outros bandidos seis meses mais tarde, em março de 2013.

 Os membros da segurança especializada descobriram o local em que residia o criminoso e, em contato com a equipe da Delegacia de Polícia de São José do Rio Claro, os policiais da DHPP solicitaram apoio para efetuar sua prisão.

 Para a delegada, a atuação dos policiais envolvidos foi de fundamental relevância para o progresso na operação.

 “A prisão foi fruto do apoio incondicional do chefe de Operações da cidade de São José do Rio Claro, o investigador Adelar Gubert dos Santos, em ação conjunta com a Policia Militar. Quero ressaltar a presteza e competência de todos os investigadores envolvidos nessa operação. Os da DHPP por investigarem e descobrirem que o suspeito estava com utilizando outro nome, o que certamente lhe garantia a impunidade e a ação dos policiais de São José do Rio Claro, em conseguirem êxito no cumprimento dos mandados”, ressaltou.

 O preso deve ser recambiado para Várzea Grande, onde responde pelo crime.