Uma equipe técnica da Secretaria de Estado de Saúde, coordenada pela secretária adjunta de Serviços de Saúde, Inês de Souza Leite Sukert, está em Sorriso para fazer um diagnóstico da situação do Hospital Regional local. O Governo do Estado diz que será preparado um plano de ação para manter a unidade funcionando.

Ontem, Inês Sukert participou de uma audiência pública promovida pela Câmara de Vereadores e que debateu a situação do hospital regional. Na ocasião, a secretária adjunta informou aos parlamentares e ao presidente do consórcio regional de saúde e também prefeito de Sorriso, Ari Lafin, que “a SES-MT e o governador estão alinhados sobre os problemas e não estão medindo esforços para garantir o atendimento à população”.

Sem previsão

Porém, até o momento não foi informado qual será o prazo para o Governo do Estado pagar a dívida. Inês informou que os trabalhos serão feitos pela equipe técnica dentro do Hospital, nesta semana.

“A ordem do secretário de Saúde, Luiz Soares, é fazer um levantamento pontual de cada setor do hospital, desde a recepção onde é feito o atendimento, enfermaria, lavanderia, alimentação, na área clínica e cirúrgica, além de conferir notas fiscais e contratos com os prestadores de serviços ao hospital, especialmente os casos que geraram bloqueio judicial, para evitar pagamento em duplicidade, como já se verificou” informou Inês Sukert.

Nesta quarta-feira, enfermeira Luciene Fernanda Benin, que é servidora de carreira da secretaria de Estado de Saúde e que reside em Sorriso e já trabalhou no Hospital Regional, assumiu o cargo de diretora da unidade.

A nova diretora Luciene Benin vai definir a equipe de trabalho a partir desta semana.

O médico Roberto Satoshi, que deixou ontem de ocupar o cargo de diretor-técnico do Hospital, após o afastamento da ex-diretora Lígia Leite, é concursado e se mantém na equipe médica.

Comentou, agora há pouco, que não acredita que a nova diretora lhe faça um convite para o cargo que ele ocupava, na diretoria técnica. “Deixo à vontade para que escolham. Mas acho que já há um nome. Eu tenho certeza que o convite não será feito a mim até porque a metodologia de trabalho da nova diretoria pode ser diferente”.

A unidade de saúde ganhou fama nacional depois que o diretor Roberto Satoshi apareceu na TV chorando por causa da falta de estrutura e dinheiro para tratar pacientes.