A crítica situação do Hospital Regional de Sorriso (HRS), enfrentada em decorrência da crise financeira por falta de repasses, será discutida nesta terça-feira (23) na Câmara Municipal, às 8h. Nos bastidores circula a informação de que os portões da unidade médica podem ser fechados amanhã, às 9h.

O hospital atende a quase 500 mil moradores de 15 municípios do Médio Norte. Os presidentes das Câmaras de Vereadores da região, parlamentares e prefeitos – que integram o Consórcio Intermunicipal de Saúde do Teles Pires -, além de entidades civis organizadas devem participar da reunião que visa buscar soluções para a manutenção do HRS.

O prefeito de Sorriso, Ari Lafin, que também é presidente do Consórcio Intermunicipal, esteve, na última sexta-feira (19), na capital, onde participou de uma reunião com o governador em exercício, Carlos Fávaro, e o deputado federal Victorio Galli.

“Fávaro nos demonstrou toda a realidade enfrentada pelo Hospital Regional e manifestou a preocupação por um solução adequada. A ele foi entregue todo o relato, e, segundo o mesmo, se reunirá urgentemente com o Pedro Taques [governador], no início [desta] semana. A expectativa é de pagamentos para amenizar o problema”, informou Lafin.

A Secretaria de Estado de Saúde alegou à Prefeitura de Sorriso que fez um compromisso à empresa que executa o serviço de lavandeira no hospital para que ela atenda normalmente. Atualmente, só 30% dos serviços estão sendo mantidos por falta de pagamentos.

“Amanhã estaremos com todas as autoridades para que possamos juntos estabelecer quem sabe um momento em prol do hospital. Entendemos a questão do quadro clínico, sem salários e materiais. A comida está praticamente acabando. Estou fazendo gestão junto ao Governo do Estado, mas amanhã estaremos com todas as autoridades para nos unirmos em prol do funcionamento do hospital”, disse Lafin em entrevista coletiva de imprensa na manhã desta segunda-feira (22).

Conforme a dívida do Estado junto ao Hospital Regional de Sorriso soma R$ 8,2 milhões.

O hospital reduziu os atendimentos ao máximo, mas a diretoria teme o pior: a paralisação total do hospital.