A região Centro-Oeste, principal produtora nacional, experimentou no último levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento, divulgado ontem, forte alteração na expectativa de plantio, uma vez que até a quinta apuração apontava redução na área comparada com o exercício anterior. Nos dois últimos levantamentos ocorreram reversões dessa tendência, com um crescimento de 3,3% em relação à safra 2015/16, tendo como suporte Mato Grosso, principal produtor nacional e responsável por essa alteração estatística. No Estado, de uma forma geral, os preços praticados no mercado interno contribuíram para o incremento da área total dedicada à cotonicultura na safra 2016/17, saltando dos 600,8 mil/ha na safra anterior, para 628 mil no ciclo atual.

As melhores condições climáticas também têm favorecido a produtividade média do algodoeiro de primeira e segunda safra. As lavouras de algodão de primeira safra estão predominantemente localizadas na região sudeste do Estado. A segunda quinzena de abril foi marcada por clima seco, com pouca incidência de chuvas. Ainda assim, o algodão apresenta bom desenvolvimento, com boa parte das lavouras no estádio de floração. Os dias ensolarados estão ajudando nas ações preventivas para o controle de pragas e doenças.

A área destinada ao algodão primeira safra foi estimada em 88,2 mil/ha, recuo de 23,1% em relação aos 114,7 mil/ha da safra anterior. O cultivo do algodão de segunda safra, cuja semeadura foi de 539,9 mil/ha, registrou incremento de 11,1% em relação aos 486,10 mil/ha cultivados na safra passada. A opção por esse cultivo acontece de forma disseminada em todas as regiões do Estado, com predominância na região oeste, cujo clima foi chuvoso no decorrer de abril, mas nada que atrapalhasse os tratos culturais do algodoeiro. Em termos de produtividade.

Para a pluma total são esperados 998 mil/t, ganho anual de 13,3% ante as 880,5 mil toneladas da safra passada. A previsão supera a realizada no sétimo levantamento que previa oferta 978,6 mil/t da fibra.