Os profissionais da educação municipais de Tapurah aderiram por intermédio de Assembléia juntamente ao Sintep (Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Educação) na noite desta última terça-feira (14) a paralisação nacional em protesto a reforma trabalhista e da Previdência Social. Ficando definido a paralisação letiva apenas na segunda-feira (20/03), para debater juntamente a Vereadores e Prefeito, assuntos relacionados as reformas previdenciárias.

Os profissionais se reuniram nesta data na Câmara Municipal de Tapurah a partir das 13h e em seguida, partiram em caminhada pela Avenida Paraná e Romualdo Allievi, com faixas, cartazes e apitos, protestando contra a PEC 287, onde convocam a todo que puderem se juntar a esta luta, uma vez, que está reforma prejudica a todas as classes trabalhistas.

“Essa PEC hoje prejudicará muito os profissionais da educação, principalmente as mulheres, mas acima de tudo, somos contra essa reforma que prejudicará os futuros profissionais, pois ela não está ligada apenas a aposentadoria, há muitas mudanças dentro da assistência social, seguridade e é necessário mais debate antes dessa aprovação”.

As classes trabalhistas convidam ainda, a todos que puderem fazer parte desta luta, a comparecerem na Camara Municipal de Tapurah para debater e dialogar questões relacionadas a nova proposta do governo.

Propostas

A reforma da Previdência Social enviada ao Congresso Nacional prevê, entre outras propostas, estabelecimento de idade mínima de 65 anos para os contribuintes reivindicarem aposentadorias. Antes de enviar o texto ao Legislativo, o presidente Michel Temer apresentou as ideias a líderes partidários do Congresso.

Além de fixar uma idade mínima para a aposentadoria de homens e mulheres, as novas regras, se aprovadas, irão atingir trabalhadores dos setores público e privado. De acordo com o governo, a única categoria que não será afetada pelas novas normas previdenciárias é a dos militares.

Pelas regras propostas pela gestão Temer, o trabalhador que desejar se aposentar recebendo a aposentadoria integral deverá contribuir por 49 anos.

O governo federal estima que deixará de gastar cerca de R$ 740 bilhões em 10 anos, entre 2018 e 2027, com as mudanças propostas por meio da reforma da Previdência Social. Desse valor total, as mudanças no INSS e nos benefícios por prestação continuada (BPC) representariam uma economia de R$ 678 bilhões e, nos regimes próprios, de cerca de R$ 60 bilhões.