Após 4 dias das fortes chuvas que comprometeram cerca de 3 mil hectares em Campo Novo do Parecis, os produtores rurais estimam prejuízo de R$ 2 milhões. Os dados só deverão ser consolidados na próxima semana, quando as seguradoras avaliarão os prejuízos de fato. Os valores perdidos ocorreram em relação às lavouras de milho, que está em plena fase de plantio. Cerca de 50% da soja ainda precisa ser colhida na região. As atividades foram retomadas nesta quinta-feira na maioria das fazendas do município, após trégua da chuva.

A presidente do Sindicato Rural de Campo Novo do Parecis, Giovana Velke, explica que os produtores estão trabalhando em dobro para tentar superar os dias de ociosidade. “Agora é que começamos a avaliar de fato as perdas e as condições do que ainda não foi colhido, principalmente se houve danos à qualidade da soja”. Quanto ao milho semeado, Giovana explica que a germinação pode levar entre 6 e 12 dias. “Só daqui a uma semana é que seremos capazes de saber se o milho terá que ser replantado ou não. Vai depender da germinação”.

De acordo com a presidente, as companhias de seguro das lavouras estão apurando os danos junto aos produtores rurais e deverão apresentar informações mais concretas nos próximos dias.

O ex-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Rui Prado, que é produtor em Campo Novo do Parecis, relata que já havia colhido 60% da soja quando se intensificaram as chuvas. “Estamos sem atividade no campo desde o último fim de semana. Somente nesta quinta-feira é que voltamos à colheita da soja e o plantio do milho”.