Charlotte Szakacs e Attila, um casal inglês, esperava o nascimento da primeira filha, Evelyn, quando recebeu a notícia de que a bebê tinha uma deficiência num cromossoma e que ia nascer com vários problemas congênitos.

A jovem mãe, de apenas 21 anos, recebeu a notícia quando estava grávida de 20 semanas e ficou destroçada, mas não quis abortar. A bebê nasceu no dia 13 de dezembro num hospital do Reino Unido, com malformações no cérebro, nas vias respiratórias e no sistema circulatório. A seguir ao parto foi posta numa incubadora, com um ventilador de forma a conseguir respirar.

Os médicos disseram que a menina não iria viver mais do que alguns dias e acabou por morrer nos braços dos pais, no dia 10 de janeiro, depois de estes terem decidido desligar as máquinas. “Foi a decisão mais difícil que podíamos tomar enquanto pais, mas sabíamos que mantê-la num hospital, ligada a um ventilador, rodeada de médicos e máquinas que apitam mais tempo era egoísta”, avançam os pais.

No entanto, a mãe da bebê não estava preparada para esta perda e, emocionalmente destroçada, a mãe pediu ao hospital que a deixasse passar alguns dias com o corpo da menina e o pedido foi concedido. Durante 12 dias a mãe pôde passear com o corpo da bebê nos jardins próximos do hospital, num carrinho de bebé com sistema de refrigeração, para prevenir a decomposição do corpo.

Quatro dias antes do funeral, foi autorizada a levar o corpo da filha para casa, onde toda a família se pode despedir em condições de Evelyn antes das cerimónias fúnebres, “na última noite que tivemos com ela dormiu no berço que tínhamos construído para ela”, explica Charlotte, que partilhou a histórias nas redes sociais.

“Ser possível fazer o que imaginei com ela, como passear de carrinho, ajudou-me a ultrapassar a dar e a preparar-me para poder recuperar emocionalmente. Há muita gente que passa pelo mesmo e nunca ouviu falar de pais que conseguiriam esse tempo precioso com os filhos”, disse a mãe.