milhoAs grandes safras de soja e milho previstas para Mato Grosso devem trazer novamente à tona os problemas de infraestrutura. Foi o que afirmou, nesta sexta-feira (9/12), Endrigo Dalcin, presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado (Aprosoja-MT).

“Temos um custo mais alto em Mato Grosso e com a produção maior teremos novamente aquela cena do milho estocado a céu aberto, porque em algum momento as safras de soja e milho vão se encontrar”, disse Dalcin, reforçando a cobrança de investimentos em logística durante um fórum sobre a cadeia produtiva do milho, em Cuiabá, capital de Mato Grosso.

De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), os 9,39 milhões de hectares plantados com soja devem render 30,46 milhões de toneladas. E os 4,42 milhões hectares a serem semeados com milho de segunda safra devem gerar uma produção de 25,03 milhões de toneladas.

As dificuldades na infraestrutura foram lembradas também por representantes de grandes empresas do agronegócio. O diretor de originação da JBS Foods, Arene Trevisan, lembrou que, na cadeia de proteína animal, há uma grande distância da região de produção de grãos para o centro de consumo.

Trevisan destacou que as granjas da região Sul do Brasil respondem por 60% do milho consumido em forma de ração enquanto o maior produtor nacional do cereal, Mato Grosso, está no Centro-oeste. E isso torna a logística uma questão central para a competitividade das carnes brasileiras no mercado internacional.