Listamos quatro passos para garantir sua aposentadoria. Confira

Reforma será votada nesta quarta-feira e especialistas aproveitam para elencar dicas para um futuro financeiro mais tranquilo

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previdenciaÀs vésperas da votação da PEC da Previdência, nesta quarta-feira (14), os brasileiros já não fazem mais piada sobre o fato de a reforma propor 49 anos de contribuição para que se tenha direito ao valor integral da aposentadoria. Este montante, diga-se de passagem, não pode ultrapassar R$ 5.189. O tempo mínimo de contribuição passa a 25 anos e a idade mínima, 65 anos.

As mudanças por si só metem medo e novela que foi a sessão da Comissão de Constituição e Justiça desta segunda-feira (12), em que seria votada a reforma da Previdência, não ajuda a apaziguar ninguém: teve, vaias, bate-boca, atrasou mais de duas horas, por falta de deputados, e acabou seis horas depois, sem que o relatório escrito pelo deputado Alceu Moreira (PMDB-RS) fosse lido. Enquanto isso, o mercado da previdência privada afia as garras e a BBC Brasil listou uma série de dicas para ajudar a complementar o valor concedido pelo INSS.

1) GUARDE O QUE DER

A primeira dica é óbvia, mas exige muita organização: é preciso guardar dinheiro. Quanto? Segundo o consultor e economista Fábio Fusco, ouvido pela BBC, depende da idade. Para quem tem entre 20 e 30 anos, 10%. Para quem está na casa dos 30, 15%. Para quem tem entre 30 a 40 anos, 20%. Assim, diz, é possível complementar a aposentadoria e manter um padrão de vida confortável. Para os jovens que moram com os pais e não têm filhos, a professora Myrian Lund, da Fundação Getúlio Vargas, propôs a seguinte equação: 10% para emergências, 10% para a previdência, 10% para viagens, cursos. Ou seja, 30%. Um ponto em comum é, no entanto, que antes de se preocupar com aposentadoria é preciso ter dinheiro para emergências.

2) FAÇA INVESTIMENTOS

Quem já conseguiu passar para a segunda fase do joguinho financeiro e juntar algum dinheiro, precisa investi-lo. A melhor maneira, segundo economistas ouvidos pela BBC, é formar uma carteira de investimentos. O que é isso? Investir dinheiro em títulos do Tesouro Direto e em fundos de investimento. E esquecer as poupanças. O rendimento delas, dizem os especialistas, são muito próximos da inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), entre 8,3% e 6,99%, respectivamente. O queridinho entre os especialistas é o Tesouro Direto, que é a venda de títulos públicos federais via internet. Em bom português, é como comprar “ações” do governo. A rentabilidade do Tesouro Direto chega a 14% ao ano. E pode-se começar a investir com R$ 30. O ideal é procurar seu banco para maiores detalhes. Outra opção é investir na Bolsa de Valores, principalmente para os mais jovens. O motivo é que a bolsa é um investimento menos seguro e pode-se ganhar e perder muito dinheiro rapidamente, com a oscilação do valor das ações.

3) CUIDADO

A previdência privada está em polvorosa, todo mundo sabe, mas é preciso ler as linhas pequenas dos contratos, para evitar taxas extras ou altas. O bom desta opção, dizem os especialistas, não há valores nem tempo mínimo estabelecido e pode-se escolher quanto e por quanto tempo pagar: R$ 100 por mês ou por ano, exemplificou a BBC. O rendimento não é dos melhores e depende muito do fundo. Os especialistas dizem que varia entre 7% a 9%, um pouco mais do que a taxa da poupança.

4) CONTINUE A CONTRIBUIR

Todos os consultores são unânimes: mesmo com o resultado da PEC da Previdência, não deixe de contribuir. É que além de garantir a aposentadoria, a Previdência pode ser um auxílio financeiro em caso de morte, como pensão, e aposentadoria por invalidez, em caso de acidentes.