Preço do botijão de gás chega a R$ 85 em MT

26

botijãoO reajuste de 70 centavos no preço do gás de cozinha (GLP), realizado há 16 dias pela Petrobras, teve impacto de R$ 5 no valor cobrado pelo botijão de 13 kg na Grande Cuiabá.

Consumidores estão comprando o produto por até R$ 85, valor 6,25% acima do registrado na semana passada, quando o impacto do reajuste realizado pela estatal ainda não tinha provocado mudanças de preços no varejo.

A majoração não correspondeu a estimativa da estatal que calculou aumento de 20 centavos por unidade, na média do país.

A dona de casa Ana Penha da Silva, 56, diz que se fosse possível usaria fogão à lenha. “Só não faço isso, porque onde moro não tem condições”. Ela relata que pagou R$ 75 no botijão há 30 dias.

“Infelizmente não tem como escapar deste gasto, porque é um produto essencial. O que tenho feito é tentado economizar, não desperdiçando e cozinhando só o que é necessário”.

O impacto de 6,25% no preço final é justificado pela questão logística e pelo custo de manutenção dos vasilhames, conforme explicam os próprios revendedores. Contudo, é unânime a afirmação de que o aumento no valor do botijão também impactou nas vendas.

A proprietária de uma distribuidora de gás em Cuiabá, Vanine Rosângela, 31, relata que as vendas retraíram nos últimos dias. “O consumidor acaba sentindo no bolso o custo do gás, e apesar de ser um item essencial, pode ser economizado”.

Na revenda de Vanine, o botijão de 13 kg já aumentou 11,4% este ano, considerando os dois últimos reajustes no preço do produto. Com isso, o gás passou de R$ 70 em setembro para R$ 75 em outubro e R$ 78 em novembro.

“O grande problema é a concorrência, que muitas vezes consegue estocar mais produto com preço antigo e, com isso, mantém o preço abaixo do atual por mais tempo. Situações como esta são prejudiciais para quem não tem as mesmas condições de estoque”, explica Vanine.

Outro revendedor Clayton de Souza, 35, relata que o último reajuste no valor do gás fez o preço do botijão passar de R$ 80 para R$ 85. “O aumento é inevitável porque se não repassar este valor, a revenda vai ter uma margem de lucro quase zero, tornando inviável a continuidade da atividade”.

A Petrobras explica que o reajuste no preço do gás resultou de alterações nos contratos de fornecimento de GLP com as distribuidoras para melhor refletir os custos de logística que deveriam por elas ser cobertos, mas que eram suportados pela companhia.