Gás de cozinha de Mato Grosso é o mais caro e alta anunciada pode refletir nos próximos dias

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gas de cozinhaO gás de cozinha de Mato Grosso é o mais caro do Brasil chegando ao valor máximo de R$ 90,00, de acordo com a Agência Nacional do Petróleo (ANP). O valor irá decolar ainda mais nos próximos dias, segundo revendas, diante a adoção de uma nova política de preços do combustível anunciada no dia 1º de novembro pela Petrobras. A medida adotada pela estatal deverá representar um repasse de até 4% para as distribuidoras, contudo o incremento dependerá da região e do tipo de contrato de fornecimento de GLP com as distribuidoras.

O gás de cozinha em Mato Grosso varia entre R$ 60 e R$ 90, tendo como média o valor de R$ 76,65, revela a ANP. Ao se analisar o preço mínimo verifica-se um aumento de R$ 5,00 entre os dias 16 e 29 de outubro, enquanto que no preço médio a variação semanal foi de R$ 76,90 para R$ 77,67.

Ainda de acordo com a ANP, em Cuiabá o botijão de gás de cozinha varia entre R$ 60 e R$ 82, com uma média de R$ 73,11. Já em Alta Floresta a variação é entre R$ 80 e R$ 90, com R$ 85,83 de média. Em Rondonópolis, o gás de cozinha para os consumidores é visto entre R$ 75 e R$ 90, com média de R$ 84,08.

O ICMS e a logística são os principais motivos apontados pelas revendedoras em Mato Grosso para que o valor pago pelos consumidores pelo botijão de 13 quilos seja o mais caro do país.

Conforme revendas ouvidas, a perspectiva é que a partir do dia 20 de novembro o botijão que hoje sai em média a R$ 80 parta para R$ 85.

“Infelizmente, o salário não sobe na mesma proporção que os alimentos, o combustível, os remédios e até mesmo o gás de cozinha que é um item essencial também para a sobrevivência. Hoje, trabalhamos apenas para pagar impostos e esses aumentos abusivos que vemos a cada dia”, comenta a dona de casa Julyana Castro.

O novo aumento do gás de cozinha é decorrente a alteração dos contratos da Petrobras com as distribuidoras de gás liquefeito de petróleo (GLP), mais conhecido como botijão de gás.

Em nota, publicada no dia 1º de novembro, a Petrobras destacou estimar “que o impacto sobre os preços do botijão de 13 kg, que é a referência para uso residencial, seja de R$ 0,20 por unidade, na média do país. Isso representa 0,36% no preço de um botijão que custe R$ 55,00, por exemplo. De acordo com cálculos internos, o impacto máximo, desconsiderando a média nacional, não ultrapassará R$ 0,70 por botijão em nenhum ponto do país”.

Segundo a ANP, o gás de cozinha mais barato no Brasil está em Alagoas, onde a variação é entre R$ 40 e R$ 55, com valor médio encontrado a R$ 51,46. Em São Paulo a variação é entre R$ 35 e R$ 71, com preço médio de R$ 52,67.