phpThumbO Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários e do Ramo Financeiro (SEEB) anunciou greve por tempo indeterminado a partir de terça-feira (6). A decisão pela paralisação foi tomada em assembleia geral da categoria na noite de quinta-feira (1).

Conforme a assessoria do Sindicato, todas as unidades, exceto as cooperativas de crédito, sinalizaram pela adesão ao movimento paredista.

Durante o período de greve, apenas 30% dos funcionários serão mantidos, conforme determina a legislação. Os clientes dos bancos poderão realizar transações financeiras somente por meio do autoatendimento nos caixas eletrônicos e ou pela internet.

No último dia 29, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou aos sindicatos a proposta de reajuste de 6,5% abono salarial de R$ 3 mil. Alternativa para as reivindicações de saúde, condições de trabalho, segurança e igualdade de oportunidades não foram oferecidas.

A proposta apresentada foi ignorada que, sem acordo, definiu por parar os trabalhos.

“A proposta de 6,5% de reposição representam apenas 68% da inflação, o que significa uma perda salarial de 2,80%. E, ainda insistem na política de abono que tanto prejudicou a categoria nos anos 1990”, avalia o presidente do Sindicato Clodoaldo Barbosa.

Ainda de acordo com o presidente, o que é ofertado pela Federação não atende de forma nenhuma a pauta de reivindicação dos servidores.

“Além de ser uma proposta  insuficiente, questões importantes como garantia de emprego, saúde e condições de trabalho foram ignoradas pelos patrões”, declarou Barbosa.

De acordo com o diretor do Seeb, José Guerra, a greve é nacional e estimasse que 6.800 trabalhadores parem no Estado.

“Estamos seguindo os tramites legais e agora está mas mãos da Fenaban oferecer uma nova proposta para que a greve não se estenda. Por enquanto ela está marcada para começar no dia 6”, disse o diretor.

Outro lado

A Fenaban foi procurada e informou por meio de nota encaminhada pela assessoria de imprensa que a proposta apresentada integra, para a maior parte dos bancários, aumento da remuneração que supera a inflação passada.

“Isso porque ela envolve, além dos 6,5% de reajuste salarial, abono. Somando ambos, para algumas faixas salariais o aumento chega a 15%. Além disso, a proposta inclui participação os lucros e aumento no vale alimentação. Estes e outros benefícios pagos aos bancários estão entre os mais altos do mercado”, informou.