Bancários de Sinop iniciam greve; Sorriso, Lucas e Nova Mutum estão com unidades fechadas

220

O diretor regional do Sindicato dos Bancários de Mato Grosso (SEEB-MT), Marcos Saltarelli, confirmou, esta manhã, ao Só Notícias, que as 11 agências sinopenses amanheceram fechadas com a adesão dos cerca de 300 bancários à greve nacional. Apenas o autoatendimento, trabalho interno e atendimento aos aposentados serão realizados. A paralisação é por tempo indeterminado e foi aprovada durante assembleia geral, na última quinta-feira, em Cuiabá.

“Todas as agências estão fechadas em Sinop. Ainda é muito cedo para realizar uma avalição, mas se não fizermos a luta, não iremos conquistar os resultados. Agora é aguardar as propostas. Se não lutarmos pela reposição da inflação, não vai demorar muito e estaremos ganhando um salário mínimo. Não iremos conseguir manter nossas famílias”, disse Saltarelli, ao Só Notícias.

Em Lucas do Rio Verde, apenas a Caixa Econômica Federal amanheceu com cartazes na porta anunciando a adesão dos funcionários à greve. No município estão instaladas sete unidades bancárias.

Em Sorriso, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal estão fechados. A cidade conta com seis agências.

Já em Nova Mutum apenas a Caixa Econômica Federal aderiu à paralisação. As outras três agências bancárias estão funcionando normalmente. Os funcionários do Banco do Brasil devem decidir sobre o assunto apenas no final do dia.

O sindicato estadual da categoria estima que unidades bancárias de pelo menos 94 municípios do Estado vão paralisar as atividades. Ainda não há um número estimado de quantas agências estão fechadas em Mato Grosso.

A categoria reivindica reajuste salarial de 14,78%, o que significa 5% de aumento real acima da inflação; piso salarial de R$ 3.940,24 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último); vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá no valor de R$ 880 ao mês para cada (salário mínimo nacional); melhores condições de trabalho, com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários; fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas; plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários e auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.