Das 66 obras bilionárias em MTs, 15 foram concluídas; 18 estão paradas

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Obras rodoviariasDo pacote de 66 obras no valor de R$ 1 bilhão, lançado em novembro passado, pela gestão Pedro Taques (PSDB), 18 delas estão com os trabalhos parados, ou seja, 27% do total de obras. O valor representa 319 km que ainda não foram recuperados, duplicados ou construídos.

Os principais motivos para as obras estarem estagnadas, segundo a secretaria estadual de Infraestrutura (Sinfra), consistem em análise ambiental, contratação e elaboração de projetos.

Estão efetivamente parados os trechos nas rodovias Palmiro Paes de Barros (MT-040), que liga Cuiabá a Santo Antonio do Leverger; MT-010 (de Cuiabá a Rosário Oeste) e MT-140, entre Campo Verde e Nova Brasilândia.

A Sinfra salienta ainda que a duplicação na MT-040 está em andamento. O trecho paralisado seria para concentrar os trabalhos num setor para dar mais celeridade na obra. Já a MT-140 deve ter as obras iniciadas até dezembro. Neste trecho serão 28 km.

Para o secretário Marcelo Duarte, o ritmo dos trabalhos é satisfatório. Segundo ele, das 66 obras 15 já foram concluídas. As principais concentram-se na MT-060 (Transpantaneira), no que diz respeito a construção de pontes de concreto. A via é a principal ligação para o Pantanal mato-grossense, um dos principais pontos turísticos e cartão postal do Estado.

Além das obras entregues, cerca de 32 estão em andamento. Esses trabalhos estão concentrados, principalmente, na Transpantaneira (MT-040) e nas MT-040 e MT-020. Algumas dessas rodovias possuem mais de um trecho em obras. Conforme prognóstico do Executivo, o pacote deverá ser entregue até 2017.

Todas elas custarão mais de R$ 1 bilhão. Além da obra que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães, estão previstas 4 duplicações, 12 obras de pavimentação, 11 de reconstrução do asfalto e 39 obras de artes especiais, como ponte, viadutos e trincheiras. A ação irá contemplar 13 municípios que compõem o Vale do Rio Cuiabá.

Estrada da Chapada

Em relação à MT-251 (Emanuel Pinheiro), o gestor salienta que a duplicação até o trevo da Fundação Bradesco será concluído até meados de 2017. Explica que os trabalhadores concentram esforços nas baixadas, onde o terreno é mais úmido e precisa de drenagem. “O resto são áreas mais firmes, que serão feitas depois, serão mais rápidas, não terão drenagem, rotatórias feitas agora. São áreas menores, mas mais trabalhosas”, explica.