Sorriso: Servidores da Saúde também aprovam suspensão da greve

Profissionais retomam os serviços na segunda-feira (4)

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Hospital São LucasFoi aprovada pela categoria da Saúde a suspensão da greve por ampla maioria dos votos. A decisão foi tomada pelos servidores do Sistema Único de Saúde (SUS) Estadual em assembleias gerais descentralizadas realizadas na capital, em Sorriso e nas demais cidades do interior.

O retorno às atividades está marcado para segunda-feira (04/07), quando os servidores do Hospital Regional de Sorriso também voltarão a trabalhar normalmente com efetivo completo.

A decisão de suspender a greve aconteceu após análise criteriosa e debate, segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde e do Meio Ambiente (SISMA), Oscarlino Alves.

“Nossa categoria se uniu de uma forma nunca antes vista, o que a fortaleceu. Não desistimos de lutar por nossos direitos, apenas vamos mudar “o front” de batalha. Passamos, agora, a lutar no campo judicial. A luta pela implantação da Revisão Geral Anual (RGA) em sua totalidade não termina com a aprovação da lei na Assembleia Legislativa, nem mesmo com sua publicação em Diário Oficial. Isso apenas dá início a outra etapa”, afirma o sindicalista.

Na Saúde, mesmo com a suspensão da greve, os trabalhadores aprovaram a manutenção de estado permanente de assembleia, mantendo, assim, a categoria mobilizada para convocação de assembleias com representantes sindicais a qualquer momento.

Conforme informou,  a Lei do Executivo, aprovada na Assembleia Legislativa, foi publicada no Diário Oficial. O texto cita que o pagamento da RGA se dará da seguinte forma: 2% em setembro de 2016, sobre o subsídio de maio de 2016; 2,68% em janeiro de 2017, sobre subsídio de janeiro de 2017 e 2,68% em abril de 2017, sobre o subsídio de janeiro de 2017, atingido dessa forma 7,36%. Como incidem juros sobre juros, no final a revisão ficará em 7,54%.

A diferença para atingir os 11,28% será paga em duas parcelas, em junho e setembro de 2017, condicionado à apuração do percentual menor de 49% de Despesa Total de Pessoal em relação à Receita Corrente Líquida, respectivamente, no 1° e no 2º quadrimestre de 2017.