Morador de Lucas do Rio Verde está entre os 10 mais procurados pela Interpol no Brasil

Ficha de Santo Martinello na Interpol já está distribuída em 193 países

420
Foto: Reprodução INTERPOL
Foto: Reprodução INTERPOL

Condenado a 31 anos e cinco meses de prisão por homicídio qualificado e por estupro, o empresário Santo Martinello colocou Mato Grosso no mapa da Polícia Internacional (Interpol), como um dos 10 bandidos mais procurados do Brasil. Ele é acusado de estuprar e matar a estudante Alexia Carolina Lodi Aragão, de apenas seis anos, em 2001, em Lucas do Rio Verde – 336 quilômetro ao Norte de Cuiabá.

A reportagem especial exibida pelo Programa Fantástico (Rede Globo), na noite deste domingo, apontou Santo Martinello como o quinto na seqüência, mas não esclareceu se trata-se de um cronograma da Interpol, por periculosidade, ou mera escolha de edição da emissora, solicitando que qualquer informação seja repassada imediatamente para a Polícia. “Quem viu esses rostos ou vê-los deve acionar a polícia”, diz o apresentador Tadeu Schmidt, um dos âncoras do Fantástico, lembrando que a Interpol atua em 193 países para encontrá-lo.

Pela frieza e requintes de crueldade, o crime chocou a cidade e toda região, e até hoje é lembrado pelos moradores e autoridades. E até hoje o acusado é tratado como monstro, tanto pelas pessoas quanto pela imprensa local.

Em novembro do ano passado, a Justiça de Mato Grosso condenou, em júri popular, o empresário Santo Martinello a 31 anos e cinco meses – sendo 22 anos e oito meses por homicídio qualificado, sete anos e seis meses por estupro e um ano e três meses por violentar a vítima após a morte.

Na época, Santo Martinello tinha 50 anos. Ele entrou para a lista dos procurados pela Interpol por causa da sua capacidade de se esconder e até fugir do país, mas até hoje, não foi encontrado. Não há pistas sobre o seu paradeiro.

A morte da menina Alexia Lodi foi considerada como uma das mais horrendas e marcou a história recente de Lucas do Rio Verde, que possui o melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de Mato Grosso. Além de estuprar a garota, o assassino esganou-a e matou-a por asfixia mecânica. Na época, o acusado chegou a ser ameaçado de linchamento e precisou ser transferido para Sinop.

Martinello escapou da Justiça brasileira em função de uma decisão do Poder Judiciário, na época, que revogou a prisão preventiva. A decisão foi baseada na falta de indícios de autoria do crime, supostamente porque a prova pericial que sustentava o indício suficiente de autoria do crime era questionável.

Algum tempo depois, diante de confirmação da autoria do crime e nova prisão preventiva, Martinello já tinha conseguido fugir e nunca mais foi preso.