Taques considera ocupação de escola como ação política

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partido político, diz Taques.
“Não posso ser penalizado por ser de um partido político”, diz Taques.

Taques fez menção ao atual momento político do país e afirmou que as ocupações estão ocorrendo em estados governados pelo PSDB, partido ao qual ele é filiado.

O governador Pedro Taques (PSDB) avaliou como ação política, a ocupação de estudantes secundaristas na escola estadual Elmaz Gattas, no bairro Ipase, que desde a noite deste domingo (22) estão acampados no local.

“Nós temos que entender que aqui também existe o momento político no Brasil, que é conturbado. Veja quem está ocupando a escola. Veja o que está existindo em outros estados governados por governadores do PSDB”, ressaltou Taques.

Durante coletiva de imprensa concedida na tarde desta segunda-feira (23), após dar posse ao novo secretário de Educação, Esporte e Lazer, Marco Marrafon, Taques fez menção ao atual momento político do país e afirmou que as ocupações estão ocorrendo em estados governados pelo PSDB, partido ao qual ele é filiado.

“Nós temos que entender que aqui também existe o momento político no Brasil, que é conturbado. Veja quem está ocupando a escola. Veja o que está existindo em outros estados governados por governadores do PSDB”, ressaltou.

No caso da ocupação da escola Elmaz Gattas, existem duas entidades estudantis liderando o movimento, que são a Associação Mato-grossense dos Estudantes (AME) e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), que tem feito campanha em todo o país em prol da presidente afastada Dilma Rousseff (PT), que passa por julgamento em processo de impeachment, no Senado Federal.

“Eu não posso ser penalizado por ser de um partido político. Eu tenho que ser penalizado pelas minhas ações”, afirmou.

Os demais estados onde existem ocupações de escolas, atualmente, são geridos por governadores ou do PSDB ou do PMDB, como é o caso do estado de São Paulo, governado por Geraldo Alckmin (PSDB); Rio de Janeiro, governado por Luiz Fernando Pezão (PMDB) e Rio Grande do Sul, onde o atual governador é Ivo Sartori, do PMDB.

Taques ainda frizou que seria injusta a retaliação por motivação política. “Eu não posso ser penalizado por ser de um partido político. Eu tenho que ser penalizado pelas minhas ações”, afirmou.

Segundo Taques, a tarefa de conduzir a negociação com os estudantes ficará a cargo do novo secretário da pasta de Educação, Marco Marrafon, que afirmou acreditar no diálogo para contornar o problema e evitar novas ocupações, que já foram prometidas pelos estudantes. “Com diálogo, conversando com os estudantes, mostrando a realidade, eu acredito que isso pode ser evitado”, disse o secretário.

As manifestações dos estudantes secundaristas tiveram início logo após o anúncio do governo do Estado de que destinará os serviços das escolas à Parcerias Público Privadas. Os manifestantes se declaram contra o que chamam de privatização. O governo refuta o termo e alega que a gestão das escolas continuará a ser pública.

Nas manifestações os estudantes também pedem que uma CPI seja aberta para investigar contratos da Secertaria de Educação, já que no início do mês de maio a Operação Rêmora, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), trouxe à tona um esquema de fraudes à licitações em obras da Seduc, que funcionava com a participação de servidores e empresários.