Servidores públicos de MT iniciam greve geral

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phpThumb_generated_thumbnailjpgSem acordo na Reposição Geral Anual (RGA), servidores públicos estaduais entram em greve por tempo indeterminado a partir de hoje (31) em Mato Grosso. O Governo chegou a apresentar uma proposta pagando 5% de reajuste, parcelado em duas vezes. Os grevistas não aceitaram.

Na manhã de ontem o governo se reuniu com os representantes do Fórum Sindical no auditório a Secretaria de Administração, para tratar sobre o possível pagamento da RGA. O encontro foi exclusivo aos envolvidos no movimento de greve. Posteriormente o secretário Júlio Modesto explicou as negociações

Ele voltou a argumentar a limitação orçamentária como justificativa para não conceder a RGA este ano. Entretanto salientou que foi apresentada uma proposta atualizando em 5% o salário dos servidores. Disse ainda que atualmente o Governo separa 50,4% da arrecadação total para pagar funcionário.

Caso os servidores voltem atrás e acatam a proposta do Estado, a folha representará 54% do total arrecadado. A concessão de uma proposta de reajuste se deu devido à pressão feita pelos próprios servidores. Se não fosse isso nenhum aumento seria dado esse ano, porque segundo Modesto Mato Grosso encontra-se impossibilitado e precisa reduzir a folha de pagamento.

A medida de reduzir a folha é uma forma de equilibrar suas finanças e cumprir com a Lei de Responsabilidade Fiscal. Ela determina como sendo prudencial o gasto equivalente a 46% de toda a arrecadação e 49% do limite legal.

O secretário divulgou que o Estado te duas formas de reforçar o caixa e quitar a RGA, sendo uma delas a revisão de renúncias fiscais concedidas e fortalecimento do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira).

Contraproposta

Após analisar a proposta colocada pelo Governo do Estado, o Fórum Sindical anunciou a recusa e tornou a propor o pagamento da RGA em 11,28%, mas que aceitaria o parcelamento em quantas vezes o poder público achasse necessário, desde que cumpra todo o aumente em 2016 e seja retroativa a maio.

Essa decisão será analisada pela Câmara Fiscal e não tem prazo para análise final. A Câmara é formada por secretarias estaduais.