Servidores ameaçam greve por RGA

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Cerca de 5 mil servidores públicos de Mato Grosso inconformados com a decisão do governador Pedro Taques (PSDB) de não pagar a Revisão Anual Geral (RGA) neste ano, participam do protesto na tarde desta terça-feira (10) na Praça das Bandeiras, em Cuiabá. A ameaça do secretário de Planejamento, Marco Aurélio Marrafon, de cortar o ponto de quem comparesse ao ato, não intimidou os participantes. As categorias presentes no protesto já sinalizam pela deflagração de greve.

O sindicalista Cledison Gonçalves da Silva, presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso , participa do protesto e relatou ao Gazeta Digital que a categoria não vai se intimidar com a ameça de corte de pontos. Cledison avalia que Pedro Taques “é o pior governador da história de Mato Grosso”.


Depois de saírem em caminhada, os manifestantes pararam em frente ao Palácio Paiaguás, sedo governo do Estado. Pararam em frente à janela do governador e gritam que querem o RGA. Também gritam que “não vai ter calote”
.A ideia dos servidores é pressionar os parlamentares sobre quais ações pretendem tomar para cobrar que o governador Pedro Taques para que conceda o reajuste salarial, beneficio garantido pela Constituição Federal aos funcionários.

O indicativo de greve inevitável, hoje são dois mil e quatrocentos servidores, delegados vão fazer assembleia , os escrivães também irão realizar assembleia. A crise vem desde a época do ex-governador, hoje, senador Blairo Maggi (PR).

“O pior governo para os servidores públicos, o Silval mesmo com a roubalheira concedeu os direitos dos servidores”, Cledison Oliveira, do Sindicato dos Trabalhadores da Polícia Civil de Mato Grosso (Siagespoc).

Aos gritos na Assembleia Legislativa, os servidores pediam a presença do deputado e líder do governo que não pareceu para falar com os servidores.

Deputados buscam intermediar com governo

Após a reunião com os representantes dos servidores, o presidente Guilherme Maluf afirmou que nesta quarta-feira (11) irá se reunir com a equipe econômica do Governo do Estado, para saber como está o caixa do Estado.

E quinta-feira (12) ele volta a se reunir com os representantes dos sindicatos para discutir a resposta do governador. Maluf disse que não sabe se haverá reunião, pois, tudo dependerá  da agenda do governador.

“Haverá reunião quinta-feira com o Fórum Sindical, independete de agenda do Taques. Acabando a sessão vou ao palácio conversar com ele e repassar aos servidores”, disse Maluf.

Fonte: Gazeta Digital