governo de mato grossoFim do mistério. O governo de Mato Groso não vai conceder a Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores públicos de Mato Grosso, em maio de 2016, justamente para não atrasar os salários do funcionalismo. O comunicado partiu da equipe econômica do governador José Pedro Taques (PSDB) para o Fórum Sindical, durante reunião nesta sexta-feira (6), no Salão Garcia Neto do Palácio Paiaguás. Na oportunidade, o governador voltou a solicitar aos servidores que não façam greve em função disso.

Pela lei do RGA, na data-base (maio) o governo deve repor as pernas inflacionárias, referentes ao ano anterior. Em 2015, esse percentual foi de 11,28% segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). O secretário de Gestão, Julio Modesto, informou que serão feitas reuniões mensais para que o governo apresente os números do Estado aos servidores.

“Se houver disponibilidade financeira e orçamentária, nós pagaremos o RGA. Neste momento nós não podemos repor o RGA sob pena de atrasar os salários. Vários estados estão atrasando os salários e nós continuamos pagando no último dia útil do mês trabalhado. Alguns estados estão pagando no dia 15 do mês seguinte. A última folha foi fechada com muito esforço”, afirmou Modesto, em entrevista coletiva.

O governador sempre afirmou que prioridade é o salário do funcionalismo, mas há meses vem alertando que a folha de pagamento superou o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o que pode acarretar sanções para o Estado.

Há poucos dias, em entrevista, Pedro Taques destacou a sua confiança nos servidores públicos de Mato Grosso e cobrou reciprocidade. Ele até  pediu  para que não entrem no que considera greve política, neste ano. “Só tenho um pedido: não entrem em greves políticas nem em greves ideológicas. Precisamos firmar um pacto. Precisamos ter confiança mútua. Eu confio nos servidores públicos de nosso Estado”, afirmou Taques, perante cerca de 300 servidores de órgãos vinculados às Secretarias de Estado de Agricultura Familiar (Seaf) e de Desenvolvimento Econômico (Sedec).

O governador citou que a folha de pagamento atual é superior a R$ 610 milhões. Segundo o secretário Julio Modesto, o impacto do RGA de 11,28%, representaria, de maio a dezembro, um aumento de gastos de R$ 628 milhões para o governo – o que na prática representa mais uma folha de pagamento do Poder Executivo.

Fonte: Olhar Direto