Estudantes ocupam segunda escola em Várzea Grande e prometem ampliar manifestação

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ScreenHunter_173 May. 24 16.24O vice-presidente da AME, Gabriel Henrique, diz que a tendência é de expansão das ocupações de Várzea Grande e também em Cuiabá.

Em menos de 48 horas após a primeira ocupação escolar, cerca de 30 alunos já estão acampados na segunda unidade estadual, de Várzea Grande, em reação contra ao que chamam de privatização do ensino, ao “autoritarismo” do governador Pedro Taques (PSDB) e para cobrar a CPI da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), onde o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) desmantelou um esquema de fraude a licitações de obras e reformas escolares.

O vice-presidente da AME, Gabriel Henrique, diz que a tendência é de expansão das ocupações de Várzea Grande e também em Cuiabá.

O vice-presidente da AME, Gabriel Henrique, disse ao
que a tendência é de expansão das ocupações de Várzea Grande e também em Cuiabá.

Os manifestantes ocuparam a Escola Estadual Dunga Rodrigues, na manhã desta terça-feira (24), e no período da tarde farão uma reunião expandida com todos os alunos da unidade para avaliarem quais ficarão acampados sem data certa para sair.

A informação da AME é a de que Marrafon deve visitar a segunda ocupação escolar na tarde desta terça-feira.

Eles pretendem repetir o mesmo que estão fazendo na Escola Estadual Elamz Gattas, onde cerca de 200 alunos estão acampados desde a noite de domingo (22).

O movimento de ocupações de escolas em Mato Grosso está sendo articulado pela Associação Mato-grossense dos Estudantes (AME) e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), a exemplo do Rio Grande do Sul, onde já há mais de 100 escolas ocupadas, contra a precarização da estrutura das escolas, e São Paulo, que já superou a marca das 200, contra os desvios do dinheiro da merenda.

O governador Pedro Taques disse à imprensa que vai discutir com os alunos sobre as Parcerias Público-Privadas, às quais eles chamam de privatização, em audiência pública, ainda a ser marcada. Mas através das redes sociais o Governo está argumentando que é “mentira” que a intenção seja privatizar, já que a parceria com as empresas seriam apenas para consertos hidráulicos e coisas assim nas unidades escolares e que a política pedagógica continuará a encargo do Estado.

Taques também reagiu à primeira ocupação, dizendo que ela é uma ação política, se referindo ao contexto nacional atual, pós-impeachment.

Para o vice-presidente da AME, “toda manifestação é política, só que o movimento estudantil não é partidário, mas toma partido”. Já o governador, segundo ele, “tem partido”.

Quanto à CPI da Seduc, nenhum dos deputados estaduais da Assembleia Legislativa se manifestou sobre isso. Para abrir uma CPI são necessárias assinaturas.

Os secretários da Casa Civil, Paulo Taques, e da Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social (Setas), Valdiney Arruda, visitaram a primeira ocupação, na tarde desta segunda-feira, mas a intenção dos manifestantes não era tratar com eles e sim com o novo secretário de Estado de Educação, Marco Marrafon, ou com o próprio governador.

A informação da AME é a de que Marrafon deve visitar a segunda ocupação escolar na tarde desta terça-feira.