Estudantes ocupam mais 2 escolas contra iniciativa privada na Educação

Sete escolas foram ocupadas, dizem organizadores, mas 1 foi desocupada. Estudantes de MT dizem ser contra projeto de PPP nas unidades de ensino.

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Estudantes da rede pública ocuparam mais duas escolas no fim de semana contra o projeto do governo de Mato Grosso de passar para a iniciativa privada a gestão das unidades de ensino. A escola estadual José Leite de Moraes,  no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande, região metropolitana, e a escola estadual Professor Rafael Rueda, no bairro Pedra 90, em Cuiabá, foram ocupadas, respectivamente, no sábado (28) e no domingo (29).

Segundo a AME (Associação Mato-grossense dos Estudantes), essa foi a sétima ocupação de escola no estado desde o dia 22 de maio. Duas delas, entretanto, já foram desocupadas: as escolas estaduais Dunga Rodrigues e José Leite, ambas em Várzea Grande.

A primeira a ser ocupada pelos alunos foi a Elmaz Gattas Monteiro, no bairro Ipase, também em Várzea Grande.

Os alunos dizem ser contra o projeto do governo de entregar à iniciativa privada a administração de 76 escolas estaduais, por meio de parceria público-privada. O estado já contratou a empresa que deverá elabora ro projeto para definir os detalhes da parceria com a iniciativa privada, mas disse que ainda vai fazer audiências públicas com a população para discutir o assunto.

Nesse domingo (29), o secretário de Educação, Marco Marrafon, visitou três escolas ocupadas em Várzea Grande: Elmaz Gattas, Marlene Marques de Barros e Ubaldo Monteiro. Esse foi o primeiro encontro entre o titular da pasta e os estudantes contrários ao projeto do estado.

Marrafon disse aos alunos que ainda não há uma decisão sobre o futuro da PPP e que a ideia ainda está sendo formatada e deverá ser debatida em audiências públicas. O projeto contemplaria 31 construções de novos prédios, reformas e/ou ampliação em 21 escolas e, em 24 que estão em fase de conclusão das obras, o objetivo é que uma empresa faça a operacionalização, o que incluiria a manutenção da infraestrutura.

A proposta prevê ainda reforma de 13 e construção de dois Cefapros (Centro de Formação de Professores).