Delegados não descartam greve e se reúnem para definir postura diante de impasse do Reajuste Geral Anual

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O presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia de Mato Grosso (Sindepo), Wagner Bassi Junior, não descartou a possibilidade de greve da categoria por conta do não pagamento do RGA (Reajuste Geral Anual) por parte do Governo do Estado, que alegou falta de recursos e agravamento da crise. A postura dos delegados diante do impasse será definida na próxima sexta-feira (13), durante assembleia geral.

“Vamos fazer uma reunião na próxima sexta-feira e definir qual será a nossa postura. Ficamos descontentes com o não pagamento do reajuste, esperávamos que fosse pago”, disse o presidente em entrevista ao Olhar Direto. A reunião está marcada para começar às 16 horas, no bairro Morada da Serra, em Cuiabá.

“Há possibilidade em todos os sentidos, se houver greve geral, será perguntado à categoria se vamos aderir. A possibilidade de greve será levada em consideração, porém, só podemos afirmar isto depois da reunião”, explicou o delegado Wagner Bassi.

Ao todo, são 260 delegados ativos. Contando os inativos, são 370. A categoria ainda estuda adotar medidas judiciais ou questionar judicialmente o governo. Também está sendo analisada uma reclamação formal por conta do não pagamento.

O governo de Mato Grosso não vai conceder a Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores públicos de Mato Grosso, em maio de 2016, justamente para não atrasar os salários do funcionalismo. O comunicado partiu da equipe econômica do governador José Pedro Taques (PSDB) para o Fórum Sindical, durante reunião no último dia 6, no Salão Garcia Neto do Palácio Paiaguás. Na oportunidade, o governador voltou a solicitar aos servidores que não façam greve em função disso.

“Se houver disponibilidade financeira e orçamentária, nós pagaremos o RGA. Neste momento nós não podemos repor o RGA sob pena de atrasar os salários. Vários estados estão atrasando os salários e nós continuamos pagando no último dia útil do mês trabalhado. Alguns estados estão pagando no dia 15 do mês seguinte. A última folha foi fechada com muito esforço”, afirmou o secretário de Gestão, Julio Modesto.

O governador sempre afirmou que prioridade é o salário do funcionalismo, mas há meses vem alertando que a folha de pagamento superou o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o que pode acarretar sanções para o Estado.

Fonte: Olhar Direto