jogem que invadem escola viram refensCerca de 40 jovens que estão ocupando a Escola Estadual Marlene Marques de Barros, em Várzea Grande, foram rendidos e assaltados por volta da 1h da madrugada deste sábado (28) por três bandidos que portavam armas de grossos calibres e de uso restrito.

A escola é a terceira unidade escolar ocupada somente nesta semana pelos alunos. Também foram ocupadas as Escolas Elmaz Gattas Monteiro, Ubaldo Monteiro e Dunga Rodrigues, em Várzea Grande.

Eles estão protestando contra o projeto do governo estadual de instalar parcerias público-privadas nas escolas, o que levaria à terceirização de serviços.

De acordo com os estudantes, enquanto todas as pessoas que estavam na escola eram mantidas como reféns durante o assalto, os bandidos encapuzados as obrigavam entregar os mantimentos e as doações feitas pelos movimentos sociais e por segmentos da sociedade que apoiam a causa deles.

Do local foram roubados mantimentos, como comida, água, refrigerantes e outros alimentos doados para o movimento estudantil.

Ação criminosa causou indignação aos estudantes, bem como a comunidade local já que os ladrões não apresentavam ser assaltantes comuns, pois estavam com roupas especiais e armas de grosso calibre e de uso restrito.

Fabrício Paz, diretor de Relações Institucionais da União Estadual dos Estudantes (UEE), relatou estar inconformado com esse tipo de atitude autoritária por parte das pessoas que querem desarticular o movimento estudantil.

“Havia pelo menos três bandidos, mas com armas diferentes das que são usadas por bandidos comuns nos assaltos que ocorrem frequentemente em Cuiabá. Tudo isso nos leva a crer que há algo orquestrado contra o movimento e não era um crime comum”, denunciou.

O movimento de ocupações de escolas em Mato Grosso está sendo articulado pela Associação Mato-grossense dos Estudantes (AME) e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES).

Conforme os representantes do movimento estudantil, a ocupação está sendo feita  em reação ao que chamam de privatização do ensino, ao “autoritarismo” do governador Pedro Taques (PSDB) e para cobrar a CPI da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), onde o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) desmantelou um esquema de fraude a licitações de obras e reformas escolares.

A ocorrência foi registrada pela Polícia Militar, mas até o momento, ninguém foi preso.