21 categorias confirmam greve a partir de terça-feira em protesto pela RGA de 11,28%

A greve foi definida durante ato de paralisação de 48 horas, no último dia 24, no Palácio Paiaguás

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Nesta terça os servidores fazem paralisação e protestam na sede do governo.

Das 32 categorias que compõem o Fórum Sindical, entidade que representa os servidores do Poder Executivo Estadual, 21 já confirmaram greve a partir da próxima terça-feira (31). Eles exigem o pagamento da reposição inflacionária de 11,28%, também chamado de revisão geral anual (RGA).

“Já cumprimos todos os requisitos para a instalação da greve. Dia 31, sem dúvida, estaremos em greve nos 141 municípios de Mato Grosso”, destacou o presidente do Sinpaig.

“Já cumprimos todos os requisitos para a instalação da greve. Dia 31, sem dúvida, estaremos em greve nos 141 municípios de Mato Grosso. Infelizmente, o governo pediu e nós vamos atender”, destacou Edmundo César Leite, presidente do Sindicato dos Profissionais da Área Instrumental do Governo (Sinpaig).

A greve já iniciou para os profissionais da Saúde, desde a última terça-feira (24), quando as outras categorias fizeram paralisação. De acordo com o presidente da Sisma (Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde de Mato Grosso), Oscalino Alves, os serviços de urgência e emergência nos hospitais regionais funcionarão normalmente, no setor administrativo, apenas 30% dos profissionais estarão trabalhando em casos prioritários. Todas as consultas que estavam pré-agendadas serão desmarcadas enquanto durar a greve.

Dentre os trabalhadores que já confirmaram a greve a partir de terça-feira (31), estão os delegados, escrivães e investigadores de polícia, profissionais da educação, da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), da Ager (Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Estado), da Procuradoria Geral do Estado, do Detran, os agentes de tributos fiscais, os servidores da Área Meio, os da Área de Desenvolvimento Econômico e Social, além dos servidores do sistema penitenciário, sistema socioeducativo, peritos criminais, entre outros.

Estado de greve

Os servidores do Intermat e do Indea, representados pelo Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Agrícola, Agrário, Pecuário e Florestal do Estado (Sintap), decidiram entrar em estado de greve a partir do dia 1º de junho. Isso porque eles ainda estão em negociação com o governo do Estado.

De acordo com a presidente do Sintap, Diany Dias, o estado de greve significa que, caso as negociações com o governo não surtam efeito positivo para a categoria, a partir do dia 1º de junho, próxima quarta-feira, 70% dos 950 servidores em todo o estado podem parar. Os 30% que ficarem na ativa serão aqueles lotados nas barreiras fiscais e sanitárias de Mato Grosso.

“Se tiver greve, isso priva a sociedade dos serviços públicos e priva o Estado de arrecadação. O impacto seria muito negativo, reduzindo ainda mais as possibilidades de pagarmos a RGA o quanto antes”, enfatizou o governador.

“Nós vamos comunicar o governo que nós vamos estar em estado de greve a partir do dia 1º de junho para abrir as negociações com e podemos deflagrar a greve a qualquer momento, se precisar. O Indea e o Intermat vão ficar em estado de alerta a partir de agora porque o sindicato pode chamar a qualquer momento para entrar no pleito de fechar todos os escritórios e fazer a greve acontecer dentro dos 141 municípios”, afirma Diany.

Posição do governo

O governador Pedro Taques (PSDB) e secretários de sua equipe econômica já afirmaram, reiteradas vezes, que não irão pagar a RGA porque isso comprometeria o pagamento da próxima folha de pagamento. Segundo o governo, o impacto do RGA até o final do ano seria de mais de R$ 600 milhões, praticamente outra folha de pagamento.

Neste feriado prolongado, a Câmara Fiscal do governo, formada por servidores efetivos das secretarias de Gestão, Fazenda, Controladoria Geral do Estado, Planejamento e Casa Civil, além dos secretários da área econômica e o governador Pedro Taques, estão reunidos no Palácio Paiaguás para encontrar caminhos que possam atender à reivindicação dos servidores.

Em negociação mediada por deputados estaduais, o governo se comprometeu a entregar uma proposta de pagamento da RGA no início de junho. O objetivo desses trabalhos durante o feriado é formatar essa proposta. No entanto, o governador mantém seu apelo para que não haja greve. “Se tiver greve, isso priva a sociedade dos serviços públicos e priva o Estado de arrecadação. O impacto seria muito negativo, reduzindo ainda mais as possibilidades de pagarmos a RGA o quanto antes”, enfatizou Pedro Taques.