Dunga ganhou um renomado incentivador da sua permanência na Seleção Brasileira. Para Pelé, a instabilidade da equipe nacional nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018 se deve à falta de tempo para preparação, e não ao trabalho do treinador gaúcho.

“O Dunga não tem muita culpa disso. A Seleção Brasileira tem uma dificuldade grande hoje. Nada contra presidentes de clubes e empresários, mas, no meu tempo, poucos jogadores tinham agentes e estavam na Europa. Agora, infelizmente, não temos tempo para treinar. A maioria dos atletas está na Europa. Além disso, quem manda são os empresários. Isso complica muito”, lamentou Pelé.

Presente em um evento no Clube Esperia na tarde desta quinta-feira, para prestigiar a Associação Desportiva para Deficientes (ADD), o Rei já utilizou o mesmo discurso quando os treinadores do Brasil eram outros. E não retrocedeu ao ser questionado se Tite, do Corinthians, mostrava-se mais capacitado para o cargo.

“Gosto dos dois (Dunga e Tite). Os dois são ótimos”, elogiou Pelé, antes de voltar sua atenção exclusivamente a um dos técnicos. “O Dunga não tem culpa nenhuma do que está acontecendo.”

Na ativa
Aposentado desde o final da década de 1970, Pelé se gaba por ter deixado um legado ao futebol brasileiro que serve para contrapor um presente de vexames, como a derrota por 7 a 1 para a Alemanha na semifinal da última Copa do Mundo.

Ao escutar um paralelo entre a sua história e à do argentino Lionel Messi, do Barcelona, Pelé abriu um sorriso. “O que é lindo e temos de nos orgulhar é que todos os países com futebol procuram alguém para comparar com Pelé. Em Portugal, houve uma época em que era o Eusébio. Depois, o Beckenbauer na Alemanha. Aí, o Maradona. Falaram do Cruyff, que, infelizmente, faleceu há pouco tempo. Isso tudo é bom. Enquanto estão me comparando com alguém, o Brasil está na ativa”, afirmou.

Fonte: Gazeta Esportiva.