Sinop: Reunião entre professores da rede municipal decidirá se a categoria irá entrar em greve

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pessoasUma assembleia que será realizada amanhã (12) entre os professores da rede municipal decidirá se a classe entrará em greve, pois até o momento a prefeitura não se posicionou sobre o pedido de redução de jornada de 30 para 40 horas, que é a reivindicação principal dos trabalhadores, conforme informado pelo coordenador regional do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep), Valdeir Pereira.

A primeira chamada para a assembleia será às 7h30, ocorrerá na subsede da Sintep no Jardim Celeste, tendo a ultima chamada às 8h. Todo profissional da educação da rede municipal poderá participar e intervir.

Desde o mês de novembro estes profissionais estão em greve pelo não cumprimento da promessa de redução de jornada. No ano passado, foi apresentado pelas Secretarias de Educação e Finanças uma proposta traria mudanças a carga semanal trabalhada dos professores. O documento dizia que profissionais que trabalham 40h semanais teriam redução obrigatório para 38h a partir do mês de julho. Um ano depois, essa jornada cairia para 36h. Em compensação, professores com 20 horas semanais, optariam por aumentar a jornada para 22h e 24h semanais no mesmo mês. Essas mudanças trariam o reajuste de 5,26% nas horas de trabalho dos educadores. Assim, professores com jornadas de 30 horas onde não tiveram modificações, receberiam mais por hora de trabalho.

Entretanto, a prefeitura adiou o proposto alegando que a arrecadação do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) foi insuficiente. Em outubro, houve nova prorrogação, desta vez sob justificativa de que a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) impedia a implementação da medida. A prefeitura enviou um oficio a Sintep, onde dizia que conforme o relatório de gestão fiscal de setembro, 52,8% estava sendo usado em gastos com a categoria, pedindo que fosse aguardado até que o houvesse redução do limite prudencial.

A redução de jornada foi o motivo da última greve dos profissionais da Educação, no ano passado, que durou 40 dia; Equiparação salarial com os funcionários do estado (de R$ 1,6 mil para R$ 1,7 mil), também foi reivindicado pelos professores.

Fonte: Nortão Notícias